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Criança no motocross: a história do pequeno prodígio

O Dia das Crianças está chegando e… quem disse que moto não é coisa de criança? O motocross é uma modalidade esportiva de motovelocidade em que pode ser encontrados pilotinhos a partir dos cinco anos de idade em pistas no Brasil a fora. Por isso, vamos contar a história de Guilherme, uma criança no motocross que leva à sério o esporte.

Esse esporte de origem britânica consiste em  provas com circuitos fechados em terreno acidentado de terra feito para ser encarado com moto off-road. Assim, para que a criança ou adulto possa encarar a aventura, é necessário equipamentos de proteção, motocicleta apropriada e técnica para lidar com os desafios da pista.

Guilherme, ou Gui como é conhecido, começou a pilotar aos cinco anos de idade

Tudo isso Guilherme Buozi, de apenas 9 anos, tira de letra desde seus 5 anos, quando iniciou no Velocross e migrou aos 6 anos ao Motocross. O pequeno se dedica que nem gente grande. Todo o esforço tem um motivo e o pequeno pilotinho explica de primeira: “Eu vou ser piloto de motocross, morar nos EUA e ganhar muito dinheiro fazendo o que amo.”

Criança no motocross: como a história de amor começou

O pequeno piloto está há quatro anos desbravando as pistas de terra

O piloto Gui (como é conhecido), sua mãe Karine do Valle e seu pai Rafael Buozi moram em Curitiba (PR) e em 2017 resolveram fazer um passeio em família diferente: assistir a uma corrida de motocross pela primeira vez. Assim, Gui ficou encantado com dinâmica do motocross, a pista, a habilidade dos pilotos e a adrenalina que toma conta do ambiente.

O apoio da família é fundamental para o crescimento da criança no motocross

Karine conta que desde então o filho só falava em motocicletas. Foi então que, no auge dos seus cinco anos, convenceu os pais a comprar uma moto e entrar no universo das pistas. “Depois que compramos já vimos no primeiro instante que ele levava jeito no esporte.”

criança no motocross

Para Gui, correr é algo sério e ele pretende transformar a paixão em profissão

Desde de então, o pilotinho não encara o esporte como hobby ou brincadeira. Seu foco é levar o motocross como sua principal atividade. Para isso, Karine fala que o filho constrói sua história de agora. “Antes das provas, o Gui reconhece a pista, fica calado, no cantinho mentalizando e vai focado para a bateria. Falamos até para ele brincar um pouco, mas ele leva a sério”, pontuou.

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A mãe é categórica e diz que o filho não monta em sua moto enquanto não está com todos os equipamentos de proteção, como capacete, óculos, joelheiras e colete, e todos os acessórios que trazem mais segurança para o piloto e tranquiliza o coração dos pais. 

Por falar neles, não pense que os pais tinham algum tipo de ligação com esportes de duas rodas. Assim, quando criança, a mãe jogava vôlei e o pai praticava futebol, nada de motos envolvidas. 

criança no motocross

Ele faz questão de contar aos amigos da escola como é pilotar moto e se sujar de terra

No entanto, não faltou apoio dos pais para a escolha de Gui. Logo seus responsáveis passaram a procurar vídeos no YouTube e conselhos com amigos que já praticavam o esporte para que o filho tivesse um suporte para seu sonho.

Dessa forma, sua alimentação é balanceada, exercícios físicos constantes para conseguir ganhar resistência nas provas e o pilotinho ainda incentiva outras crianças a entrar no off road. Como incentivo, Gui leva sua moto para escola para a comemoração do Dia das Crianças. Lá ele faz uma bela apresentação com sua companheira nas terras e saltos.

Assim, o pai o auxilia nas provas e a mãe acompanha de perto todas as provas que o filho participa

O final todo mundo já sabe, uma turma repleta de crianças eufóricas e vibrantes que apoiam o sonho de Gui e pedem conselhos de como entrar no esporte. “Várias professoras acompanham mais de perto ele competindo, pedem o link das provas e seguem o Gui nas redes sociais”, contou a mãe com orgulho.

O que precisa para a criança participar do motocross

 

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Chumbinho é um ex-piloto de motocross e coleciona uma galeria de troféus e experiência em ensinar técnicas para as crianças

Milton Becker, mais conhecido como Chumbinho, se aposentou do motocross em 2018 como maior recordista em títulos no motociclismo brasileiro. Somando competições nacionais, conquistou 27 troféus, além das conquistas estaduais ao longo dos 35 anos dedicados ao esporte.

Chumbinho tem várias histórias marcantes com crianças no motocross. Ele relatou que é gratificante quando consegue passar ensinamentos e o pequeno executa a manobra e completa o circuito. “Treinei Eduardo Lima e Gustavo Henn quando crianças. É muito feliz vê-los conquistando o título brasileiro e toda a família comemorando.”

Milton "Chumbinho" Becker trouxe caneco inédito para o Brasil

Assim, ele conta que é incrível poder fazer parte das conquistas das crianças e que sente a felicidade delas ao conquistarem um título

O ex-piloto já ministrou muitas aulas para crianças e enfatiza que o entrosamento entre pai e filho aumenta à medida em que o esporte acontece, e que o apoio familiar é fundamental para a evolução dos pequenos dentro do esporte.

Por fim, Chumbinho aconselha que para colocar a criança no motocross, os pais procurem um profissional que ministre cursos específicos ao público infantil. Além disso, invista na moto off-road e adquira todos os acessórios de segurança para garantir a proteção da criança.

crianças no motocross

Por fim, os pais devem tratar os equipamentos de proteção como prioridade número 1 do esporte

Então, caso o filho queira competir, é importante que os pais entrem em contato com antecedência para saber as regras de participação. Atualmente, o Campeonato Brasileiro de Motorcross e o Arenacross permitem crianças a partir de 7 anos a andar na 50cc. Mas há modalidades realizadas em circuitos fechados que possuem categoria de base com pilotos de 5 anos. 

Como o pequeno piloto se mantém nas competições?

O pilotinho conta com ajuda dos patrocinadores para diminuir seus custos no esporte

A família do pilotinho Gui explica que vem encontrando alternativas para custear o garoto no esporte, tendo em vista que o menino não é pago para correr e precisa estar com a manutenção da moto em dias, ter os equipamentos de proteção de qualidade e roupas adequadas para enfrentar as pistas.

Foi então que o jovem prodígio conseguiu os seguintes patrocinadores: Jarva Racing, Jarva Imports, Jdr, Putoline oil Brasil, Mitas pneus, Gaia MX, Racer off Road, Promx gráficos, Serginho suspensões, Giovanela Ambulâncias e Disk Baterias Curitiba. Assim, o pequeno Guilherme segue firme no sonho de ser um grande piloto de motocross.

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