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Motos que queremos no Brasil: Yamaha R6

Essa bem que poderia se chamar ‘motos que queremos de volta ao Brasil’, né? A Yamaha R6 esteve no lineup da marca por oito anos e deixou as vitrines brasileiras em 2011, há praticamente uma década. Com uma receita de baixo peso, altas rotações e muita esportividade ela deixou uma legião de fãs na saudade.

O apreço pelo modelo era tão grande que mesmo depois que a Yamaha o retirou do mercado alguns interessados o importavam de forma independente. Enquanto esteve no Brasil, a R6 aqueceu a briga no então pujante mercado das esportivas médias, com ótimas opções de naked e carenadas, nicho que volta a tomar fôlego com a Kawasaki ZX-6R. E gostaríamos de ver esses dois modelos (e ainda outros) disputando espaço nas pistas e no gosto do consumidor novamente.

Saiba mais sobre a atual geração da Yamaha R6, à venda no exterior desde 2017 mas que nunca chegou ao Brasil

Saiba mais sobre a atual geração da Yamaha R6, à venda no exterior desde 2017 mas que nunca chegou ao Brasil

Motos que queremos no Brasil: Yamaha R6

A atual geração da R6 não é tão nova assim. Foi apresentada ao mundo em um evento nos Estados Unidos ainda no final de 2016, sendo colocada à venda na sequência. A principal novidade em relação à geração anterior está no visual, uma vez que agora ela adotou o mesmo conceito estético da (então) nova superbike Yamaha R1 – que, adivinhem, também não temos por aqui.

Supersport é baseada na irmã maior, a R1. Apesar de perder alguns cavalos, Yamaha garante que eletrônica e nova aerodinâmica fazem essa geração mais rápida que a anterior

Supersport é baseada na irmã maior, a R1. Apesar de perder alguns cavalos, Yamaha garante que eletrônica e nova aerodinâmica fazem essa geração mais rápida que a anterior

Claro que as atualizações estão além do que os olhos podem ver. Assim, a R6 passou a contar com quickshifter, suspensões ajustáveis na frente e atrás, tanque de combustível em alumínio, controle de tração com seis níveis de atuação (além de poder ser desligado) e três modos de pilotagem. Os freios ABS também receberam discos maiores, com dois discos de 320 mm na dianteira e um de 220 mm atrás.

Com foco voltado ao controle, a R6 perdeu potência em relação à sua antecessora. Agora, ela produz 119 cv (a altos 14.500 rpm) contra 129 da geração anterior. Já o torque reduziu de 6,7 kgf.m para 6,3 kgf.m, a 10.500 rpm. Ainda assim, se manteve o tetracilíndrico em linha, de 599 cm³, com duplo comando de válvulas no cabeçote. O câmbio é de seis marchas. O peso total do conjunto em ordem de marcha, considerando todos os fluídos, é de 190 kg.

Nova Yamaha R6 no Brasil

Quando falamos de esportivas somos obrigados a encarar uma dura verdade: nem todos nós somos ‘um Valentino Rossi ou Alexandre Barros‘, que conseguem extrair de forma segura e controlada o máximo da potência de uma motocicleta, ainda que ela tenha mais de 200 cv de potência.

Acima, a primeira geração da R6, de 1998. Abaixo, o modelo 2016, disponível no Brasil apenas por importação independente. Yamaha deixou de vender o modelo por aqui em 2011

Acima, a primeira geração da R6, de 1998. Abaixo, o modelo 2016, disponível no Brasil apenas por importação independente. Yamaha deixou de vender o modelo por aqui em 2011

Para muitos motociclistas, as sport médias (supersport) são motos na medida certa, com potência, peso, dimensões, eletrônica e comportamento que garantem, ao mesmo tempo, esportividade e segurança. Assim, esse é o diferencial da categoria.

Há algum tempo esse nicho era aquecido no Brasil, mas aos poucos as opções foram sendo retiradas do mercado – como quando a Honda encerrou as vendas da CBR 600RR por ela não atender à nova legislação de poluentes. Algum tempo antes, a R6 já tinha dado adeus por aqui.

Agora, entretanto, o segmento mostra reação. A nova geração da Kawasaki ZX-6R foi apresentada ainda no ano passado – e com um conjunto equilibrado, aliás. Além disso, rumores apontam que a Honda trabalha no desenvolvimento de uma nova CBR na categoria, inspirada na atual geração da CBR 1000RR-R Fireblade, que deve ser disponibilizada no Brasil assim como a antiga 600RR fora por bons 12 anos.

R 6: preço

Nos Estados Unidos, por exemplo, a Yamaha R6 é oferecida a partir de 12.200 dólares – algo em torno de R$ 72 mil em conversão direta. Já o preço (sugerido, sem eventuais despesas extra como frete) da ZX-6R é bem mais atrativo: R$ 51.490, já na cor ‘Kawasaki Racing Team Réplica’.

Quando menos é mais: as esportivas médias podem ser ainda mais divertidas que as superbikes e, no mínimo, R$ 20 mil mais barato. Aqui, a Kawasaki ZX-6R, única representante do segmento no Brasil atualmente

Quando menos é mais: as esportivas médias podem ser ainda mais divertidas que as superbikes e, no mínimo, R$ 20 mil mais barato. Aqui, a Kawasaki ZX-6R, única representante do segmento no Brasil atualmente

Aliás, o preço pode ser um dos principais argumentos de vendas da categoria. Como nenhuma superbike (com motores de 1.000 cm³) à venda no Brasil sai por menos de R$ 70 mil e uma supersport é mais do que suficiente para atender o desejo por esportividade da maioria dos pilotos, fica a dúvida: para que gastar esses R$ 20 mil a mais? Outra pergunta que nos cabe fazer é: quando teremos a R6 aqui para dar mais opções aos fãs deste nicho de mercado?

 

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