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Motos que queremos no Brasil: Yamaha XSR 700

Ela tem uma plataforma moderna que está acompanhada por linhas clássicas e, ao mesmo tempo, contemporâneas. Com estilo próprio e muita identidade, se ela estivesse à venda no Brasil se encaixaria no segmento das motos clássicas, um dos que mais cresce na alta cilindrada por aqui… Mas, infelizmente, a Yamaha (ao menos por enquanto) não nos agraciou com a Yamaha XSR 700.

Motos que gostaríamos de ver por aqui

Antes de falar sobre a XSR, uma breve nota sobre o contexto. O mercado de motociclistas brasileiro é um dos mais interessantes do mundo. Além de ser responsável por um grande volume de unidades, há um bem estabelecido nicho de alta cilindrada (o que nos difere da Ásia, por exemplo), além de ampla possibilidade de crescimento em segmentos específicos, como na mobilidade urbana – o que nos distancia de mercados mais ‘maduros’, como boa parte da Europa.

Por isso, de modo geral observamos as montadoras se esforçarem para manter o lineup brasileiro alinhado com o do restante do mundo, por mais que isso signifique um desafio logístico ou administrativo, dado nossa posição no globo ou contratempos, como a alta carga tributária legal, por exemplo. Mesmo assim, acabamos observando motos com grande potencial não sendo disponibilizadas por aqui e, para expor esta verdade, estamos publicando esta reportagem.

Com uma plataforma moderna e cheia de estilo, a clássica Yamaha XSR 700 é um modelo que teria tudo para fazer sucesso por aqui

Com uma plataforma moderna e cheia de estilo, a clássica Yamaha XSR 700 é um modelo que teria tudo para fazer sucesso por aqui

Yamaha XSR 700

A estreia mundial da XSR 700 aconteceu durante o Salão de Motos de Milão (EICMA 2015) e desde então só o que pudemos ver foi a expectativa do mercado e fãs. O projeto japonês faz parte da família “Sport Classic” e tem a filosofia de design “Faster Sons” da montadora, que homenageia a herança das clássicas motos da marca.

Assim, a XSR 700 surfa na onda retrô trazendo elementos estilísticos da icônica XS 650, da década de 1970, mas com toda a tecnologia que dispomos atualmente. Baseada nestes preceitos, ela chega com tanque de alumínio, banco em couro, farol e lanterna traseira arredondados – como de costume na velha escola -, além de painel com mostrador digital em formato circular. Outro aspecto desta Yamaha é a extensa linha de acessórios para customização. Portanto, cada XSR 700 parece ser única e herda a identidade do dono.

Customização é um ponto forte da XSR

Modelo tem a mesma base da MT-07…

Na mecânica, a XSR 700 apresenta o mesmo motor de dois cilindros paralelos da naked MT-07. Assim, o propulsor de 689 cm³ rende 74.8 cv a 9,000 rpm de potência e 6,9 kgf.m de torque a 6.500 rpm. Por isso, o modelo é uma espécie de versão vintage da naked MT. Na ciclística não existe nenhuma novidade, entretanto, vale ressaltar aqui a boa entrega de torque de forma linear e o belo ronco característico, motivos para não querer sair de cima da motocicleta.

Do mesmo modo, o conjunto conta com um chassi construído com tubos de aço. Assim, na dianteira há garfo telescópico tradicional e disco duplo, de 282 mm de diâmetro e com pinça de quatro pistões. Já atrás a suspensão é monoamortecida e o freio, de disco simples. Além disso, a XSR tem pneus Pirelli Phantom, que trazem um desenho clássico na banda de rodagem. Para finalizar, claro, o sistema de freios é ABS.

Com 1.596 unidades emplacadas em 2019, a bem-sucedida MT-07 compartilha a mesma base da XSR 700

Com 1.596 unidades emplacadas em 2019, a bem-sucedida MT-07 compartilha a mesma base da XSR 700

… o que facilitaria sua montagem por aqui

Aliás, falando na MT 07, o fato da XSR compartilhar a mesma plataforma com uma das naked mais vendidas no Brasil certamente facilitaria o processo de sua montagem por aqui. Nesse sentido, a XSR 700 já teria mercado de peças de reposição, assistência e demais cuidados que nem sempre uma moto recém chegada possui.

Por último, o modelo lá fora se destaca muito mais por ser uma peça de “lifestyle”, com diversos itens de equipamentos para o motociclista. Nesse sentido, há produtos como jaquetas em couro, malhas e luvas, capacetes e acessórios, tudo na pegada nostálgica da moto para atender ao seu público. Então, deste modo, o modelo iria ao encontro do desejo da Yamaha de fortalecer a sua linha de vestuário.

Uma clássica dessas, uma jaqueta personalizada, um capacete fosco e uma estrada cheia de curvas. Receita perfeita para a diversão!

Uma clássica dessas, uma jaqueta personalizada, um capacete fosco e uma estrada cheia de curvas. Receita perfeita para a diversão!

Yamaha XSR 700 e outras clássicas no Brasil

Inegavelmente, o que começou parecendo uma febre passageira agora é um nicho de mercado crescente e com boas opções no país, o clássico. Assim sendo, marcas como Triumph apostam em modelos como a Street Twin, Bonneville e Scrambler. Já na Ducati tivemos recentemente a chegada da Scrambler Icon 800 2020, bebendo da mesma fonte de inspiração clássica do passado.

Isso para não falar da arquirrival Honda, que por aqui oferece a potente CB 1000R Neo Sports e a CB 650R, ambas em estilo Cafe Racer. Poderíamos citar, ainda, as Royal Enfield Continental GT e Interceptor 650, que chegaram às lojas há poucos meses.

Na Europa a XSR 700 parte de aproximadamente 7.995 Euros, mil a mais que a MT-07 que é comercializada no Brasil partindo dos R$ 37.372. O que leva a crer que o modelo poderia se situar na faixa dos 40 a 45 mil reais por aqui, exatamente na faixa de preço das clássicas Triumph e Ducati, por exemplo. Que seria ótimo ver a XSR desfilando por aqui, seria…

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