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Motos Suzuki: 5 modelos que não deram certo no Brasil

Com cerca de 30 anos de casa, a Suzuki é uma das mais tradicionais marcas de motos do Brasil. Assim, diversas motos Suzuki se tornaram grandes sucessos em diferentes segmentos ao longo dos últimos anos, mas outras nem tanto…

Por isso apresentamos aqui quatro modelos que não foram exatamente aclamados pelo público. São motocicletas que tiveram vida curta no país e que, provavelmente, você sequer lembre que já estiveram nas lojas ou saiba que um dia existiram.

motos suzuki - inazuma 250

Apesar de suas qualidades e preço comepetitivo, nem todas as motos Suzuki fizeram sucesso no Brasil. Relembre 5 modelos que não emplacaram

 

Motos Suzuki: 5 modelos que não fizeram sucesso

Suzuki chegou ao nosso país oficialmente em 1992, sem representação própria. Desde então até hoje, ela é representada pela J Toledo, empresa nacional que detém o direito na fabricação e comercialização das motos por aqui.

Suzuki GSX-R 1000 R ABS

A Suzuki é uma das mais tradicionais marcas de motos do Brasil. É representada pela J Toledo por aqui há quase 30 anos

Toda sua linha de fabricação e montagem está instalada no polo industrial de Manaus, passando pela supervisão e treinamento de engenheiros especializados da Suzuki Motor Corporation. É de lá que saem os grandes sucessos da marca – e os produtos nem tão exitosos assim também.

Motos Suzuki que não fizeram sucesso no Brasil

Modelo Ano / modelo
1 Gladius / SV 650A 2013 a 2020
2 Inazuma 2014 a 2016
3 Freewind 1999 a 2003
4 TL 1000S 1997 a 2002
5 Katana 125 1996 a 2002

Nem sempre uma moto não faz sucesso porque ‘não é boa’. Elas podem ser motocicletas fantásticas dentro de suas propostas, inclusive.

O motivo mais comum para uma moto não emplacar, claro, é a baixa adesão do mercado. Quando uma montadora traz um produto há uma expectativa de venda, um número mínimo de unidades/ano que precisam ser comercializadas para que aquele projeto se viabilize. Se for abaixo disto a empresa tem prejuízo.

Mas há muitas variantes. Entre as principais está o reflexo de posicionamentos internacionais da fabricante – apostando mais ou desistindo de determinado segmento, por exemplo – e também estratégias de marketing. Às vezes uma moto não vende bem simplesmente porque seu potencial público comprador desconhece seus atributos.

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1 – A incompreendida Gladius 650

A Gladius 650, ou SV 650A, é uma boa moto. Foi lançada no Japão em 1999 e logo se tornou um modelo global da marca, famoso por entregar uma pilotagem prazerosa tanto em estradas sinuosas quanto ao uso urbano. Inclusive, segue no catálogo de vários países da Europa e Ásia, por exemplo.

motos suzuki - gladius 650

A Gladius 650 – que depois virou SV 650A – era uma bela moto. Divertida, ágil, confiável, mas não foi páreo à concorrência. Assim, vendeu pouco mais de 800 unidades

Ela chegou ao Brasil em 2013 e logo comprovamos seus atributos num teste. Quatro anos depois pudemos testá-la novamente e constatar que a nova geração estava mais leve, potente e eficiente. Apesar dos 76 cv e 6,5 kgf.m de pura diversão, o brasileiro preferiu concorrentes como Kawasaki ER 6N e Yamaha MT 07. Assim, emplacou pouco mais de 800 unidades em toda sua permanência no país.

 

2 – Motos Suzuki que não bombaram: Inazuma 250

A Inazuma tinha visual inspirado na grande naked B-King, aquela com motor da Hayabusa, o que lhe rendeu o apelido de ‘Baby King‘. Além disso, é mais um modelo desenvolvido pela parceria Haojue e Suzuki – assim como ocorre com boa parte das ‘Suzuki’ de até 250 cilindradas.

motos suzuki - inazuma 250

Além do nome descolado, a Inazuma 250 tinha visual inspirado na grande BKing e um honesto motor de 2 cilindros em linha e 25 cv. Não importa, o brasileiro não quis ouvir seus atributos

E prometia vender bem. Era confortável e movida por um motor de dois cilindros em linha, com 25,7 cv e 2,4 kgfm de torque. Seu painel era completo e o nome descolado, pois significa ‘relâmpago’ em japonês. Mas não resistiu à concorrência no então crescente segmento das ‘pequenas’ naked e esportivas. Vendeu menos de 1.000 unidades entre 2015 e 2016.

 

3 – Freewind 650, quase desconhecida

A Suzuki sempre teve boas motos aventureiras e seus produtos vão muito além das V-Strom. A Freewind 650 esteve por aqui de 1999 a 2003. Além do porte de ‘moto grande’, chegou com mimos como painel digital, suspensão com reservatório de gás e freios a disco nas duas rodas.

motos suzuki - freewind

A Freewind 650 é uma daquelas motos Suzuki das quais falamos tão pouco que às vezes até esquecemos que existe. E não só existe como veio ao Brasil

Era um belo upgrade para quem vinha de motos como as 350 Sahara ou XLX. Tinha o motor da DR 650, com 644 cm³, 47 cv e belos 5,3 kgf.m de torque. Confortável, tinha top speed acima dos 170 km/h reais. Mas não caiu no gosto popular e teve números tímidos de vendas. Veja o review do modelo.

 

4 – Suzuki TL 1000S podia bater os 300 km/h

No final dos anos 1990 as japonesas decidiram apostar em novas variações no segmento das sport touring. Eram motos grandes, com potentes motores de dois cilindros, visual agressivo e mas aerodinâmico, banco bi partido, escapamentos imensos e tecnologia de ponta. Uma delas era a Suzuki TL 1000S.

Suzuki tl 1000s

A TL 1000S era uma das mais importantes motos Suzuki entre as esportivas há algum tempo. Entretanto, não encontrou boa receptividade no nosso mercado

Era um orgulho da Suzuki na época e nós entendemos. Trata-se de uma moto de 125 cv, com motor de 2 cilindros em V, e pouco mais de 180 kg, capaz de chegar aos 300 km/h de velocidade final. E ainda tinha o apelo visual, fruto da bela semi carenagem e chassi exposto. Porém, não emplacou. Em seu ano de despedida, por exemplo, comercializou apenas seis unidades.

 

5 – Motos Suzuki: você já rodou com a Katana 125?

Nossa lista de motos Suzuki que não fizeram sucesso no Brasil encerra com uma street. A Katana 125 foi mais uma das muitas apostas da marca para encarar as líderes Honda e Yamaha no segmento de 125 (hoje, de 150 e 160) cilindradas.

motos suzuki - suzuki katana 125

Mecânica reconhecida pela robustez, partida elétrica, freio a disco com acionamento elétrico e até uma charmosa carenagem em torno do farol. A Katana 125 tinha tudo para ser um sucesso, menos o carinho do público – fiel às Honda e Yamaha

Seu nome era forte, remetendo a um ícone da Suzuki. E o conjunto era honesto, movido pelo motor de 125 cilindradas e 14 cv da já conhecida Intruder. Ainda tinha partida elétrica e freio a disco com acionamento hidráulico na dianteira. A Suzuki insistiu, mas o brasileiro não quis ouvir os atributos do modelo e poucas unidades foram montadas. Assim, ficou em produção de 1996 a 2002.

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