5 cuidados para pilotar na chuva com segurança

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Especialista da NGK lista recomendações para o motociclista evitar os principais riscos no piso molhado

Se guiar uma motocicleta já exige bastante atenção e condicionamento físico, pilotar em condições de chuva forte requer ainda mais habilidade do motociclista e desempenho do veículo, que precisa estar com a manutenção em ordem. Para ajudar o motociclista a chegar ao seu destino com mais segurança, a NGK – multinacional japonesa especialista em velas e terminais supressivos – listou algumas recomendações.

De acordo com Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK, os principais riscos da pilotagem em dias chuvosos são: 

1. Falta de visibilidade por parte do motociclista, com o acúmulo de água ou o embaçamento da viseira do capacete, assim como falta de visibilidade dele por parte dos outros veículos e pedestres na via.

2. Perda de controle ao passar por filme de água, resíduo de óleo ou tampa metálica, geralmente colocada na via para manutenção, que costuma escorregar bastante quando está molhada. 

3. Dificuldade de pilotagem em pistas que passaram por processo de recapeamento e fresagem do asfalto antigo, cujas marcas dificultam a pilotagem por “conduzir” o pneu em determinada direção. 

4. Em pilotagem na estrada, dor no corpo provocada pelo impacto das gotas de chuvas, em razão da velocidade do veículo.

5. Aumento da sensação de frio, que pode prejudicar os reflexos do motociclista.  

Principais cuidados com a motocicleta

1) Mantenha em dia a revisão da moto

De acordo com a NGK, para evitar riscos nos dias de chuva, a manutenção da moto precisa estar em ordem porque o motor fica exposto, em grande parte dos veículos de duas rodas, e sujeito à ação das intempéries. “Nesse contexto, a manutenção deve ser criteriosa e observar a vedação contra a umidade de seus componentes para evitar falhas de funcionamento e quebras mecânicas”, orienta. 

No sistema de ignição, é importante avaliar a vedação dos terminais supressivos, conhecidos como cachimbos de vela. Outros itens fundamentais são os pneus e sistemas de freio, iluminação, suspensão e transmissão. “A correta manutenção da moto, que está diretamente ligada à integridade física do motociclista, envolve planos de revisão com prazos menores, na comparação com o carro, e intervalos de troca das peças também reduzidos”, aponta.

2) Utilize acessórios que protegem da chuva

O motociclista deve sempre utilizar luvas e levar consigo uma capa de chuva específica para o uso em moto, que apresenta melhor vedação, além de possuir faixas refletivas para sua melhor visibilidade. “Também é importante usar capacete que tenha sistema de ventilação, para evitar o embaçamento durante a chuva, e botas com um solado mais aderente e impermeável”, recomenda.

3) Aguarde a chuva “lavar” o asfalto antes de sair com a moto

Se não for possível evitar a pilotagem na chuva, a orientação da NGK é que o motociclista aguarde pelo menos 15 minutos antes de sair com o veículo para que a chuva “lave” o asfalto, retirando a primeira camada de impurezas, que é bastante escorregadia. “Depois desse período, o asfalto está mais limpo e a aderência aumenta, o que diminui os riscos de acidentes”, comenta Mori. 

4) Tenha cuidados redobrados durante a pilotagem

Durante a chuva, o motociclista também deve adotar cuidados redobrados, como reduzir a velocidade da motocicleta e usar sempre o farol baixo, item que já é obrigatório para o motociclista, mesmo durante o dia, para melhorar a sua visibilidade. “Acelerações e frenagens bruscas também devem ser evitadas, em razão do risco de quedas. Os pneus ainda devem estar em condições apropriadas, pois são os únicos pontos de contato da motocicleta com o solo”, alerta. 

5) Evite regiões com lama ou tráfego de pesados

Outra recomendação é evitar ao máximo regiões com lama porque nesse tipo de terreno há risco maior de queda por causa do baixo atrito com o solo. “Evite também vias e pistas onde trafegam ônibus e caminhões, pois os veículos pesados costumam ter vazamentos e as pistas podem acumular óleo no asfalto solo”, finaliza Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK. 



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