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AMA Supercross: Os pilotos franceses que brilharam na América

Uma parte considerável dos pilotos que participa ou já participou nos campeonatos do AMA são americanos. No entanto, por vezes, o talento que vem de fora acaba por superar o nacional. Foi o caso e alguns pilotos franceses que deixaram a sua marca nos Estados Unidos da América.

Durante a última década, a França foi uma das grandes superpotências do motocross graças, em parte, às suas cinco vitórias consecutivas no Motocross das Nações, entre 2014 e 2018. Gautier Paulin e Romain Febvre têm sido os rostos principais da equipa mas, antes deles, houve já outros grandes pilotos que colocaram a França no panorama internacional ao vencerem do outro lado do oceano.

É impossível falar em pilotos franceses que competiram no AMA sem falar de Jean-Michel Bayle. O piloto foi o francês que atingiu maior sucesso em solo americano e teve o seu melhor ano em 1991, quando o venceu o AMA Supercross na categoria rainha. Além disso, conseguiu também uma excelente prestação no AMA Motocross, com títulos tanto em 250cc como em 500cc. Com um excelente historial em Motocross e Supercross, Bayle ficou conhecido por também ter competido no mundo da velocidade.

Mickael Pichon é, sem dúvida, uma personagem interessante no mundo das duas rodas, que tem algumas histórias um tanto caricatas. Foi expulso do mundial de Supercross e contraiu mononucleose infecciosa, que acabou por interromper momentaneamente a sua carreira desportiva. Pichon veio para os EUA em 1993 e ganhou por duas vezes em campeonatos do AMA Supercross, em 125cc.

Stephane Roncada prosseguiu a invasão francesa do AMA em 1997 e não tardou em deixar a sua marca. Pouco depois de se ter estreado em solo americano, Roncada venceu duas corridas de supercross e ficou em segundo lugar no motocross. Mais tarde, no ano de 2000, conquistou o título de campeão do AMA Supercross 125, ano em que foi também vice-campeão do AMA Motocross 125.

Outro piloto que deixou a sua marca nos Estados Unidos da América foi Christophe Pourcel e, se não fosse pelos vários azares que teve, poderia ter tido muito mais sucesso. Um terrível acidente em 2007 deixou-o paralisado da cintura para baixo, mas conseguiu recuperar a tempo de ainda conquistar alguns títulos no Campeonato de Supercross do AMA, em 2009 e 2010. Além deste acidente, que o impediu de ter a oportunidade de conseguir mais vitórias, houve mais duas ocasiões em que a sorte também não esteve do seu lado. Uma delas foi em 2009, quando o seu motor explodiu, custando-lhe pontos valiosos que o impediram de evitar que Ryan Dungey ganhasse o campeonato. No ano seguinte, Pourcel sofreu outro acidente que arruinou, mais uma vez, os seus planos.

Por último, mas não menos importante, Marvin Musquin. O piloto francês tem um título no AMA Lites East Supercross, alcançado em 2015. Esta época subiu cinco vezes ao pódio na categoria 450 e, na reta final do AMA Motocross, subiu várias vezes ao pódio, terminando em terceiro lugar na geral. Se ele conseguir ganhar alguns campeonatos na categoria rainha, substituirá Jean-Michel Bayle como o piloto francês de maior sucesso nos EUA.

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Foto: Facebook Marvin Musquin



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