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Amortecedor de Moto: Saiba Tudo Sobre a Peça.

O Blog da COFAP traz informações essenciais sobre amortecedor de Moto.

Parte do sistema de suspensão, os amortecedores são essenciais para o bom funcionamento de qualquer veículo, seja ele leve ou pesado, com quatro ou duas rodas. Isso porque, como você já deve saber, sua principal função está intimamente ligada à estabilidade, conforto e segurança de passageiros e motoristas.

Hoje, neste artigo, a Cofap vai explicar detalhadamente as características e funções desse importante componente e falar um pouquinho do que a marca líder em amortecedores vem desenvolvendo em sua linha Duas Rodas.

Confira!

Para entender o funcionamento dos amortecedores de motocicleta, vamos falar rapidamente sobre seu sistema de suspensão. No geral, motos precisam de pelo menos duas suspensões: uma para roda dianteira e uma para a roda traseira. 

A suspensão dianteira diminui o impacto transferido ao condutor, mantendo a parte da frente da motocicleta junto ao chão. Uma peça  bastante importante neste sistema é o garfo, também chamado de bengala, que é formado por tubos de aço inoxidável em formato cilíndrico, ligados ao interior de outros dois tubos. Estes são compostos por materiais diferentes, de maior diâmetro e resistência. 

A suspensão traseira é bem diferente da dianteira e, geralmente, é composta por uma ou duas unidades de amortecedores, encaixados no quadro e na balança da roda. Mola e amortecedor, que formam uma única unidade,  ficam localizados nesta área e, de forma resumida, o amortecedor auxilia a mola no movimento de compressão e controla o movimento de extensão. Assim, sem amortecedor, a mola seria comprimida e descomprimida incontrolavelmente e a moto se comportaria como um pula-pula. 

Vejamos o que acontece ao observarmos a estrutura:  o amortecedor é ligado a uma balança oscilante presa ao chassi, onde assume a responsabilidade de controlar a abertura e fechamento da mola que sofre ao absorver os impactos da via.

Com esse trabalho, o amortecedor acaba controlando também os movimentos de subida e descida da suspensão, mantendo sempre o contato do pneu com o solo. Também é tarefa dele absorver as irregularidades durante o trajeto, garantindo a estabilidade da moto nas frenagens e curvas, proporcionando mais segurança, estabilidade e conforto ao seu condutor. 

Assim, o amortecedor é a parte mais importante no comportamento dinâmico das motos e requerem cuidados especiais no momento de sua instalação e manutenção. Com o tempo, ele  passa por desgaste natural que pode comprometer o seu funcionamento.

Alguns sinais como vazamentos ou perda de ação, indicam que é hora de procurar um mecânico de confiança.  A utilização de amortecedores sem ação pode prejudicar a dirigibilidade, aumentando os riscos de acidentes.

Existem tipos diferentes de amortecedor, e conhecer suas características é fundamental na hora de escolher o melhor para sua motocicleta. Portanto, confira abaixo nossa lista.

Amortecedor Hidráulico bitubular (ou convencional)

O amortecedor hidráulico bitubular (ou convencional) funciona por meio de um sistema composto de fluído hidráulico e ar inseridos em câmaras separadas.

Nesse caso, o pistão se locomove dentro do tubo do amortecedor contendo óleo e, consequentemente, gera a capacidade do amortecimento. Trata-se, então, de um modelo mais comum e acessível.

Amortecedor a Gás (Pressurizados) 

O amortecedor a gás utiliza em seu interior nitrogênio pressurizado e por isso também é conhecido por esse nome. O seu funcionamento se dá do mesmo modo que o amortecedor hidráulico; porém, o gás garante maior estabilidade de funcionamento e melhor desempenho.

Isso ocorre porque o nitrogênio age de uma forma que fornece mais resistência aos movimentos, eliminando a aeração, fator capaz de garantir à moto mais estabilidade na direção e aderência à pista. 

Outro ponto de destaque é que, com a utilização do nitrogênio, não há riscos de oxidação, o que faz com que esse tipo de amortecedor tenha uma vida útil superior em comparação ao hidráulico.

Mas quando trocar o amortecedor de moto?

Todo veículo apresenta sinais de que está com problemas na parte mecânica, seja por meio de barulhos, pulos, comportamentos anormais… Com o amortecedor de moto, acontece o mesmo e um dos sintomas apresentados é a instabilidade. Isso ocorre muito por se tratar de apenas duas rodas em contato com o solo, e não quatro.

Sinais que podem indicar problemas: instabilidade em arrancadas ou frenagens; oscilações ao fazer curvas ou passar por lombadas. Logo, se a motocicleta apresentar algum deles, os amortecedores devem ser verificados imediatamente.

Desgaste

Como todas as peças trabalham em uma relação de dependência, o comportamento inadequado de uma interfere no funcionamento da outra, e assim por diante. Por isso, os amortecedores gastos podem causar sobrecarga em outros componentes, como rodas e pneus. 

Com o tempo, você pode perceber um desgaste desigual na banda de rodagem dos pneus e até uma vibração no sistema de suspensão.

Ruídos

Os indícios de alerta não param por aí. O ruído da motocicleta também pode indicar um problema no amortecedor, cuja câmara estaria perdendo pressão interna. 

Se esse fenômeno, ou a quebra de algum componente ocorrer, a suspensão poderá chegar ao fim do curso, criando barulhos internos sempre que a motocicleta passar por lombadas, buracos, paralelepípedos ou pisos irregulares.

Vazamentos

Vazamentos de óleo também são sinais de problemas no amortecedor de moto, e é bem fácil de ser identificado. Basta examinar a parte externa do amortecedor, procurando por traços de derramamento. 

Caso encontre resquícios de óleo, esse é o maior sinal de que chegou a hora de substituir a peça. E lembre-se de que esses problemas podem ser identificados durante a manutenção preventiva.

Qual o intervalo entre as trocas?

Já sabemos que os amortecedores não são itens vitalícios. Na realidade, eles sofrem um desgaste natural, fruto de sua atividade constante e indispensável.

Fatores como modo de condução, tipo de pista por onde a motocicleta trafega, ausência de manutenção periódica em todo conjunto de suspensão, uso de peças de procedência duvidosa e até  ajudam a diminuir a vida útil do amortecedor.

Ao notar qualquer sinal de desgaste relacionado ao amortecedor, por menor que seja, verifique imediatamente e/ou procure um mecânico de sua confiança. Nunca é demais reforçar que problemas no amortecedor de moto podem trazer sérios riscos ao condutor.

Problemas comuns no sistema de suspensão da moto

A perda de estabilidade é um problema frequente em motos, especialmente porque esse veículo conta com apenas 2 rodas como pontos de apoio ao solo. Para identificá-lo – em arrancadas ou frenagens – e solucioná-lo, é preciso observar se a moto oscila ao fazer curvas ou passar por lombadas. 

Se o motociclista sentir essa insegurança, os amortecedores podem estar com problemas e precisam ser verificados e trocados o quanto antes.

  • Empeno ou quebra de peças

Quando uma peça do sistema de suspensão quebra, ela deve ser trocada imediatamente, pois trata-se de um item de segurança. Nesse caso, o mecânico precisa observar se o quadro da suspensão está bem alinhado e, na balança traseira, checar se não há empeno nem deformações.

Em situações nas quais as buchas que fazem o apoio do eixo central da balança apresentam folgas, a tendência é que os amortecedores se deteriorem mais rapidamente. Isso pode acontecer porque, dessa forma, eles trabalham com cargas laterais, diminuindo a durabilidade das buchas, molas e amortecedores e até mesmo prejudicando a dirigibilidade segura.

  • Redução da vida útil do pneu

Todas as peças de um veículo e, neste caso, de uma moto funcionam em uma relação de dependência. Por isso, o comportamento inadequado ou inesperado de um item pode interferir diretamente no funcionamento de outro.

Quando os amortecedores estão gastos, outros componentes da moto são sobrecarregados, como os pneus. Os pneus podem sofrer com um desgaste desigual na banda de rodagem. 

  • Nesse caso, além da troca do sistema de suspensão, também é preciso substituir os pneus para garantir a segurança e a estabilidade da moto.

Cuidado com amortecedores recondicionados

Atualmente encontram-se no mercado muitas ofertas de amortecedores recondicionados, mas será que eles apresentam os mesmos atributos de qualidade e segurança que garantem o correto funcionamento do produto? A resposta é simples: não.

Isso porque para que um amortecedor volte a sua condição de funcionamento original, apresentando as forças de controle da suspensão de acordo com as especificações do fabricante do veículo, seria necessária a substituição de quase todos os componentes que compõe a peça, como válvulas, tubos, hastes, entre outros. 

O fato é que nenhum deles é fornecido ao mercado de forma individual, muito menos pela Cofap. Outro elemento a ser observado é que o amortecedor é uma unidade selada, vedada e fechada por solda e a própria abertura do corpo já comprometeria o funcionamento da peça.

Algumas pessoas se aproveitam do desconhecimento técnico dos consumidores e substituem somente o óleo presente no interior do amortecedor, que é desenvolvido especificamente para esta condição de trabalho. Normalmente, essa substituição do óleo não obedece padrões de dosagem e é realizada com furos no reservatório.  

Durante o processo de vedação, cavacos de metais resultantes da furação permanecem no interior da peça, prejudicando ainda mais o já precário estado dos componentes internos do amortecedor usado.

Portanto, atenção! Os amortecedores recondicionados são perigosos para a sua segurança!

Verifique a procedência dos amortecedores

Sempre cheque a nota fiscal,  o certificado de garantia e o registro Inmetro. Como essas peças têm o selo gravado em baixo relevo no corpo, os recondicionadores podem usar a informação para argumentar que a peça é original. 

Também vale lembrar que o consumidor terá direito à garantia somente se o certificado estiver preenchido corretamente.

Para evitar o uso dos amortecedores recondicionados, é preciso sucatear a peça usada, de maneira a danificar a haste e o tubo das mesmas.

Considerações finais

Em suma, podemos concluir que os amortecedores são essenciais para garantir o bom funcionamento de qualquer veículo e a segurança de seus passageiros. É fundamental se ater aos sinais que a moto apresenta e, sempre que possível, realizar manutenção preventiva e checar se é necessária a troca dos amortecedores.

Por fim, o motociclista nunca deve negligenciar a substituição ou a escolha certa do amortecedor.

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Os amortecedores Cofap são líderes de mercado graças ao diferencial de qualidade e confiabilidade de uma marca que há mais de 70 anos fornece para as maiores montadoras do País, sendo também líder do segmento no mercado de reposição brasileiro.  

Seu portfólio de amortecedores para motocicletas é o maior do Brasil e atualmente atende 95% da frota circulante. Além dos amortecedores, a Cofap disponibiliza ainda para motocicletas de todas as categorias tubos internos (suspensão dianteira) e kits de transmissão (corrente, pinhão e coroa).  

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Acompanhe essa e outras dicas de quem é lider no mercado.

Poucos consumidores sabem o nome da marca de alguma peça do seu automóvel. Agora, experimente perguntar qual o sinônimo de amortecedor e a resposta, invariavelmente, será COFAP. A cada minuto, 250 amortecedores Cofap são vendidos no mundo. Todos os dias úteis do mês, todos os meses do ano. Há mais de 60 anos, ninguém vende amortecedores como a Cofap.

Texto: COFAP

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