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Justin Barcia, AMA Supercross: “Houve uma oferta em cima da mesa para ir para o MXGP”

Justin Barcia revelou, recentemente, que esteve muito perto de assinar um acordo para disputar o Campeonato do Mundo de MXGP no passado. No entanto, acabou por não aceitar o convite por não achar que era altura certa.

“Foi no ano em que fizemos o MXGP de Charlotte, numa altura em que o meu contrato com a JGR estava prestes a terminar. Falei com algumas equipas e houve uma oferta em cima da mesa para irmos correr no MXGP. Não me pareceu ser a altura certa, mas pensei muito nisso”, disse Barcia.

“Nesta altura da minha carreira, não sei se alguma vez irei correr no MXGP. Naquela altura, pensava mesmo que o ia fazer e, sem dúvida que gostaria de ter essa experiência. Acho que para ser um verdadeiro candidato às vitórias teria de estar numa equipa durante pelo menos dois ou três anos e trabalhar até estar apto para lutar com os melhores. Não quero apenas ir até lá e preencher um lugar. De qualquer forma, ainda tenho muita coisa para fazer aqui na América, tanto no supercross como no motocross”, acrescentou.

Apesar de já ter pensado em retirar-se das competições, parece que o facto de, neste momento, estar impedido de participar em corridas devido ao surto de coronavírus o fez olhar para a sua carreira de outra forma.

“Por acaso, já disse isso a algumas pessoas e isso só mostra que não estou definitivamente pronto para a reforma! Adoro andar de moto e não tenho dúvidas de que quero mesmo continuar a correr. Claro que nos cansamos de algumas coisas ao longo dos anos, como o facto de andarmos sempre nos aeroportos, fazer voos muito cedo. No entanto, sinto falta dessa rotina e só nos apercebemos disso quando não podemos fazer as coisas que estávamos habituados a fazer. Acho que esta situação vai abrir os olhos a muita gente, uns de uma forma e outros de outra. No meu caso, esta situação faz-me perceber que sinto falta de tudo isso”, avançou o piloto.

Depois de se ter começado a falar mais sobre a pandemia, Barcia colocou a hipótese de ter contraído a doença ainda em janeiro deste ano. Não tendo a certeza se tal aconteceu ou não, o piloto americano espera poder ser testado para saber se está ou não imune.

“É assustador, com certeza. Eu e a minha mulher ficámos mesmo doentes em janeiro. Nunca estive tão doente em toda a minha vida. Eu tinha muitos dos sintomas que as pessoas têm com este coronavírus. A certa altura, eu tive de ir para o hospital. Foi esquisito. Foi algo que nunca tinha sentido na minha vida. Foi bastante assustador. Obviamente, afastamo-nos de toda a gente e fazemos tudo o que podemos quando vamos comprar comida. Tapamos a boca e coisas do género. São tempos assustadores. Obviamente, esperemos que tudo melhore rapidamente”, revelou o piloto, explicando que, como não teve a oportunidade de fazer o teste, espera que quando tudo melhorar, possa perceber se contraiu ou não Covid-19.

“Penso que isso seria, sem dúvida, algo a investigar. No início da época do supercross , muitos pilotos ficaram bastante doentes. Talvez algumas pessoas tenham apanhado gripe, mas, com certeza, não foi gripe que eu tive. Foi esquisito, era muito difícil respirar. Não conseguia respirar. Quem sabe, quando possamos ser testados eu possa saber se tive ou não o vírus”.

Justin Barcia encontra-se em isolamento, tal como a grande maioria das pessoas e tenta ocupar o tempo enquanto não pode regressar às pistas.

“Vou limpando a garagem e tenho até encontrado coisas muito fixes que eu nem sabia que tinha. Isso é muito engraçado. Também passo algum tempo na Netflix e no Amazon Prime Video. Eles têm muitos programas que gostamos de ver”.

Aos 28 anos de idade, Barcia sente que ainda tem muitos anos de corrida pela frente, mas também já tem alguns planos para a sua vida depois das corridas.

“Ainda não sabemos muito bem o que queremos fazer quando decidirmos mudar-nos para lá. Estou sempre a pensar que devíamos comprar uma pequena quinta e fazer alguma agricultura ou assim, com animais e outras coisas. Há um programa que costumamos ver em que eles redesenharam uma velha quinta e achei isso espetacular. Mas quem sabe? O meu cérebro está sempre a a mil à hora. Eu vejo alguma coisa e tenho uma ideia”, revelou Justin Barcia.

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Foto: AMA Supercross



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